domingo, 27 de março de 2011

Wagner - Die Walküre

4CD|211MB|LOSSY:128kpbs|LIVE

Die Walküre

Siegmund - Ramón Vinay

Sieglinde - Gré Brouwenstijn

Hunding - Josef Greindl

Brünhilde - Astrid Varnay

Wotan - Hans Hotter

Fricka - Georgine von Milinkovic

Gerhilde - Hertha Wilfert

Ortlinde - Gerda Lammers

Waltraute - Elisabeth Schärtel

Schwertleite - Maria von Ilosvay

Helmwige - Hilde Scheppan

Siegrune - Jean Watson

Grimgerde - Georgine von Milinkovic

Roßweiße - Maria Graf

Orquestra do Festival de Bayreuth, ao vivo, Joseph Keilberth, 1955

Se fosse definir a voz wagneriana em uma palavra seria “potência”. Impossível crer em um Wontan sem a voz mais que poderosa de Hans Hotter, e menos ainda numa Brunnhilde que não possui o poder de uma Birgit Nilsson ou Astrid Varnay. Com certeza Wagner para os cantores é um sinal de potencia. Ser um cantor dramático é poder, e um poder que muitos cantores invejam, e não por menos. Keilberth tinha em 1955 a liga das justiças dos cantores wagnerianos, se tem uma gravação poderosa é esta!

Sem muita dúvida das gravações “ao vivo” do ciclo do Anel, o do keilberth é o melhor, seja pelos milagres que a Testament fez na remasterização do áudio (está melhor que muita gravação em estúdio do começo da decadade 1950), ou pelo facto de quando ouvimos este Anel temos uma sensação de realidade sonora, e uma concepção de profundidade de palco... Creio que nenhum anel conseguiu tal feita.

A “Walkure” é com certeza a ópera do anel mais executada (mesmo que eu pessoalmente não acho a mais genial), e ter uma Brunnhilde para protagonizar os belos e extaciantes duetos de Brunnhilde e Wontan não é mole não. O Hotter se supera, e a Varnay encanta. Temos o incrível tenor Ramon Vinay como Siegmund e uma Sieglinde tocante com a Gré Brouwenstijn. Um Huding instigante e potente do Greindl e a competente Fricka da Milinkovic, com certeza uma Walkure pra se ouvir.

sábado, 26 de março de 2011

Verdi - I Vespri Siciliani


3CD|151MB|LOSSY:128kpbs|LIVE

I Vespri Siciliani

Guido di Montforte - Enzo Mascherini

Il Sire di Bethume - Bruno Carmassi

Il Conte Vaudemont - Mario Frosini

Arrigo - Giorgio Kokolios Bardi

Giovanni da Procida - Boris Christoff

La Duchessa Elena - Maria Callas

Ninetta - Mafalda Masini

Danieli - Gino Sarri

Tebaldo - Aldo De Paolo

Roberto - Lido Pettini

Manfredo - Breno Ristori

Orquestra e Coro do maggio Musicale Fiorentino, Erich Kleiber, 1951

Primeiramente eu irei continuar com o ring do Keilberth, não se preocupem os links da Valquírea vai ser colocados hoje a noite, mas um pouco de Callas não faz mal...

De fato a minha primeira postagem com a Maria Callas catando algo!

***

Nunca havia ouvido esta ópera antes de hoje a tarde, quando vi no orkut do meu avô que alguém da comunidade “Opera” queria uma gravação de I Vespri Siciliani,eu tratei de buscar nos arquivos da família e “upei” esta ópera. Sinceramente, eu gostei muito da ópera, e recomendo,não sei se todos iram gostar da voz de Giogio Kokolios Bardi, ou do Montforte do Marchesini,mas creio que a regência do Kleiber é própria, e a Callas está em seu auge vocal... A ópera em si é muito bonita, chama a atenção quase todas as melodias, e quem quiser saber o enredo do drama mais maluco que você já imaginou pode acessar este site do Metropolitan opera de New York:

http://archive.operainfo.org/broadcast/operaStory.cgi?id=95&language=4&page=6

Talvez poste mais gravações desta mesma ópera, já que gostei muito, acho que desde Luisa Miller não tem ópera que gostei tanto a primeira ouvida.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Wagner - Das Rheingold

A BOMBA WAGNERIANA....

Das Rheingold

2CD|130MB|LOSSY:128kpbs|LIVE

Wotan - Hans Hotter

Fricka - Georgine von Milinkovic

Loge - Rudolf Lustig

Mime - Paul Kuen

Alberich - Gustav Neidlinger

Freia - Hertha Wilfert

Froh - Josef Traxel

Donner - Toni Blankenheim

Erda - Maria von Ilosvay

Fasolt - Ludwig Weber

Fafner - Josef Greindl

Woglinde - Jutta Vulpius

Wellgunde - Elisabeth Schärtel

Floßhilde - Maria Graf

Orquestra do festival de Bayreuth, ao vivo, Joseph Keilberth, 1955

Poucos compositores fizeram tanta diferença no mundo da ópera como Wagner, muitos tentam entender de onde veio tanta personalidade musical (já foram apontados como influencias de Beethoven a Meyerbeer), mas a verdade é que a estética wagneriana só surgiu mesmo com Wagner (frase um tanto óbvia não?!). Pessoalmente creio que Wagner foi fruto da genialidade de um homem somada a uma tendência que aparece desde Cherubini utilizando vozes dramáticas, passando por Beethoven com um trabalho um tanto contrario ao bel-canto.

Quem ouve Das Rheingold compreende mais que ninguém como funciona a estética wagneriana, ele não trabalha nesta ópera com duos de amor e sim com a busca de poder, a musica soa constantemente e são apresentados os inúmeros motivos do anel do Nibelungo.

Esta gravação foi a primeira ser feita em “stereo” do ring de Wagner, gravada “ao vivo” em Bayreuth, a regência cabe ao incrível Keilberth, e o Elenco é de primeiríssima mão. A Walkure será com Varnay e o Siegfried é o Windgassen quase que 10 anos mais novo que quando fez a histórica gravação com Solti. Temos um trabalho sonoro de qualidade com a maravilhosa revilitação do som pela Testament, e ainda uma gravação com uma das características que eu mais prezo, que é a realidade sonora. OUÇAM!!!!!!!!!!!!!!!!!!


EM BREVE VEM O RESTO

quarta-feira, 23 de março de 2011

desculpas

Dentre logo irei postar algo bem wagneriano, é q eu tenho estudao muito e não consigo ouvir as gravações, mas em breve Wagner irá rolar em gravações estupendas.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Brahsm - Ein Deustches Requiem


1CD|55MB|LOSSY:128kpbs|STUDIO

Ein Deustches Réquiem, Op. 45

Elisabeth Grümmer, Soprano

Dietrich Fischer-Dieskau, Barítono

Chor der St. Hedwigs-Kathedrale, Berlin

Berliner Philarmoniker

Rudolf Kempe, 23-30 de Junho de 1955

A compreenção que nós somos MORTAIS trouxe inspirações para vários compostiroes, não nescessariamente na criação de Réquiens, mas tabem em sinfonias e até mesmos certos personagens de ópera (Marechala de Der Rosenkavalier). Brahms compôs um Réquiem não canônico, mas que tem uma expressividade que só um coral bem preparado, um bom regente e dois solistas conseguem ter, pessoalmente creio que a Solenidade do Réquiem de Brahms só pode ser igualada a do Réquiem de Fauré, mesmo que falamos de compositores de países e situações diferentes.

Brahms compôs este Réquiem possivelmente por causa da Morte de seu amigo e mentor Robert Schumann, mesmo que há certas dúvidas... Os textos em alemão são provenientes da bíblia em sua tradução em alemão feita por Lutero, e não são muitos próximos dos textos usados pelos Réquiem em latim.

O Réquiem possivelmente é a obra mais longa de Brahms, e a regência de Kempe não é das mais corridas, ele prima por uma expressividade, tanto do coral quanto da orquestra, os solistas estão muito bem, Fischer-Dieskau está tão bem quanto em sua gravação com Klemperer, e Elisabeth Grümmer é uma soprano que Kempe trabalhava muito bem, a voz de Grümmer é muito particular e bela, perfeita para papéis de Mozart e papéis de wagner como Elisabeth (Tannhäuser) e Elsa (Lohengrin).

O coral da Catedral de Santa Edwiges (não sei se esta abrasileirada deu certo...) é um oral bom, mas peca talvez por uma má capturação do som, e por ser um coral não-tão-profissional como um Ambrosian singers, ou de uma casa de ópera, mas o desempenho é bom. Em Herr, lehre doch mich há um lindo jogo do jovem Fischer-Dieskau com a Orquestra e o coral. Quanto a Orquestra, creio que não há o que se comentar.

Uma gravação que um dia terá uma remasterização decente (hoje em dia fazem maravilhas com gravações do met na dec. De 50), mas é uma gravação que faz pro ser uma versão alternativa das já conhecidas leituras de Klemperer, Karajan, Abbado...Ouçam e comprovem da beleza de regente que Kempe foi.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mozart - Cosi fan Tutte


2CD|121MB|LOSSY:128kpbs|STUDIO

Fiordiligi - Eleanor Steber

Dorabella - Blanche Thebom

Despina - Roberta Peters

Ferrando - Richard Tucker

Guglielmo - Frank Guarrera

Don Alfonso - Lorenzo Alvary

Orquestra e Coro do Metropolitan Opera de Nova York, Fritz Stiedry, 1952, Cantado em Inglês

Novamente insisto em uma ópera que não está sendo interpretada em sua língua original, e isto pode ser um erro quando o libreto tem a assinatura de La Ponte (!!!), mas creio que há redenção quando o elenco é de arrepiar as verrugas do pé. Temos aqui uma gravação que é o oposto de tudo que Jacobs, Gardiner, Herreweghe tem trabalhado nos últimos anos, aqui o regente rege devagar e os cantores são dotados de vozes pesadas e estridentes, uma orquestra que não corre nunca, e possivelmente não tinha idéia da sonoridade stacatta que outros regentes teriam futuramente. NO ENTANTO, é uma bela gravação, que deveria ser ouvida por todos vocês pelos seguintes motivos:

a) O Inglês: Poucos falam italiano, sejamos sinceros saber inglês hoje é muito mais fácil, e os interpretes desta gravação falam em um inglês completamente inteligível. Quando ouvimos os recitativos nós conseguimos entender quase tudo. Pode soar um tanto estranho por começo, mas depois a coisa fica legal mesmo.

b) Steber, Thebom, Tuckner: Steber cantou papeis pesados como Minnie em La Fanciulla del West (Puccini) e Vanessa (Barber), hoje em dia não seria nem ao menos cogitada para cantar Mozart, MAS cantou e encantou na dec. De 1950, e fez por merecer o título de melhor cantora norteamericana. Tuckner está maravilhoso, e Thebom está numa fase feliz no mesmo ano em que cantou Branja em Tristan und Isolde (Wagner).

c) Peters: Felizes foram os momentos em que a soprano ligeiro Roberta Peters surgiu no horizonte, voz linda e interpretação digna de nota

d) Ópera nos anos 50: Conhecer como faziam ópera no met nos anos 50 é algo divertido, nos dá uma leve idéia de como aquele povo ouvia e aplaudia ópera, principalmente em uma das gravações de estúdio do Met.

Quem nunca ouviu esta gravação deveria, por que com certeza total irão amar até o fim do mundo!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Strauss - Ariadne auf Naxos


2CD|111MB|LOSSY:128kbps|STUDIO

Ariadne - Gundula Janowitz

Komponist - Teresa Zylis-Gara

Zerbinetta - Sylvia Geszty

Bacchus - James King

Musiklehrer - Theo Adam

Harlekin - Hermann Prey

Truffaldin - Siegfried Vogel

Brighella - Hans-Joachim Rotzsch

Scaramuchio - Peter Schreier

Najade - Erika Wustmann

Dryade - Annelies Burmeister

Echo - Adele Stolte

Haushofmeister - Erich-Alexander Winds

Dresdener Staatskapelle, Rudolf Kempe, 1967

Há algumas óperas que possuem uma beleza que para alguns é incrível e para outros é totalmente dubitável. Ariadne auf Naxos é uma ópera assim, os que gostam amam, os que odeiam nunca irão ver alguma graça nesta ópera. Felizmente eu sou do partido que ama esta ópera, mesmo que seja uma ópera que é complicada, e eis os motivos desta complicação:

- Normalmente uma ópera representa um drama e os personagens buscam interpretar as dores e alegrias de seus personagens da formas mais convincentes possíveis, em Aridne os personagens n’um geral tem que ter em mente que eles estão representando pessoas que representam. A Chata e Arrogante Prima Donna do prólogo tem que estar presente um pouco na doce Aridne da ópera, mesmo que Strauss destinou a esta personagens melodias lindas e sem nenhuma grande dificuldade vocal.

- Arranjar uma cantora que domine perfeitamente a coloratura da longa e linda ária de Zerbinetta não é coisa fácil, mas ela ainda tem que possuir todo o carisma cênico que a personagem exige, as vezes é preferível uma cantora mais caristmática e com tcnica inferior a de uma que não tenha á muito dote para atuação cômica.

- Um Tenor pro Bacco é dose, por que canta pouco, mas ele tem que estar impecável. Não que o papel seja difícil vocalmente, mas tem que ser um bom tenor com uma linda e viril voz.

- Por fim um trio de cantoras que as vozes se entrelassem de forma linda com um Echo mais que afinado é dose.

Decidi postar uma linda gravação de estúdio de Ariadne, mesmo que o estúdio aqui possa ter feito uns errinhos, temos talvez um dos melhores elencos pra uma Ariadne. Comecemos pelo regente, Kempe é um dos melhores Straussianos que eu já ouvi, e sem dúvida altamente talentoso quando fala-se de sua linha orquestral mais que maravilhosa.

Janowitz é uma Ariadne arrebatadora com uma compreenção do personagem que talvez peque pela sua nterpretação de uma Ariadne com um tremendo sofrimento amorso (faltou um pouco da prima donna na òpera...), mas com certeza uma das melhores interpretações de “Ach! Wo war Ich?”. Zylis-Gara faz um compositor digno e a Sylvia Geszty faz uma Zerbinetta bem feita com um carisma, mesmo que eu pessoalmente não sou o maior fã de sua voz, ela consegue divertir o ouvinte.

James King, Theo Adam, Peter Schreier e Hermann Prey estão muito bem em seus papéis. Talvez o balanceamento sonoro nos trios das nifas deixou a voz de cada uma delas tão definida que tornou uma coisa surreal de ocorrer no palco, mas é uma linda gravação e com certeza possui um dos elencos mais equilibrados que eu já ouvi.preparem seus ouvidos que esta vale a pena.