domingo, 17 de julho de 2011

Em busca de redenção

graças a minha ausência enorme ao meu blog e ao maravilhoso ciclo das rainhas tudors (q irá terminar um dia) eu prometo que farei uma postagem hoje digna de minha redenção

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Donizetti - Roberto Devereux


2CD|119.96MB|LOSSY|128kbps|LIVE

Elisabetta - Leyla Gencer

Duca di Nottingham - Piero Cappuccilli

Sara - Anna Maria Rota

Roberto Devereux - Ruggero Bondino

Lord Cecil - Gabriele De Julis

Sir Gualtiero Raleigh - Silvano Pagliuca

Coro e Orquestra do Teatro San Carlo di Napoli, Regidos por Mario Rossi, ao vivo

Leyla Gencer está muito bem no frio papel de Elisabetta, ela onsegue se desempenhar junto a um elenco no mínimo bom.A sara de Ana Maria Rota atende a todas as espectativas e Ruggero Bondino faz um trabalho bom. OUÇAM!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Donizetti - Anna Bolena (Gencer I)


Anna Bolena - Leyla Gencer

Enrico - Carlo Cava

Giovanna - Patricia Johnson

Percy - Juan Oncina

Rochefort - Don Garrard

Smeton - Maureen Morelle

Hervey - Lloyd Strauss-Smith


Gavazzeni , 1965 com a Orquestra Sinfonica de Londres em Glyenbornh

“Anna Bolena” é com certeza uma ópera que exige certas características vocais da protagonista, que é não muito difícil ver grandes cantoras errando toda a partitura. A sedução de cantar as três rainhas Tudor faz com que muitas sopranos coloquem no seu repertório um papel que estas cantoras nunca possuíram a voz para tal (exemplos óbvios: Anna Netrebko, Luciana Serra, e em certos aspectos até mesmo Maria Callas...; no Brasil Ana Paula Brunkow é um exemplo claro de uma voz que não tem capacidade para cantar estes papeis, mas canta...). Não ter voz para um papel nem sempre faz com que a interpretação seja ruim, podemos sempre lembrar a Norma de Bervely Sills, mas com certeza faz com que a interpretação não seja a ideal..

É muito complicado definir uma voz para Anna, com certeza exige uma soprano com voz mais lírica que a de uma Norma, mas tanto por semelhanças vocais e dramáticas (tanto norma, quanto Anna são “trocadas” por outras mulheres) faz com que muitas Normas famosas se aventurem pela partitura da monarca britânica. Este “intercambio” nem sempre dá certo, mas é muito certeiro, por que as “normas” que cantam anna trazem uma carga dramática que as vezes é necessária no papel de Anna.

Para esta abertura da seqüência de ciclos de Rainhas Tudor, temos a Maravilhosa e única Leyla Gencer, grande Norma, e grande Anna Bolena. Monserrat Caballé havia dito que ela havia “descoberto as rainhas Tudor, Gencer as cantou e Sills a gravou”, pessoalmente eu discordo com esta frase (Gencer já sabia Anna Bolena de cor antes de caballé canta-lo...), mas Caballé não poderia ser mais certeira decomo ficou distribuída as funções para divulgação das rainhas tudor. Sills fez três gravações ais que exepicionaís em estúdio e Gencer dava um show como vocês já verão.

Gencer nunca cantou num estúdio, e por conseqüência fica difícil encontrar grvações com boa cqualidade sonora com esta maravilhosa cantora, há uma outra gravação com um som um pouco pior, mas com um elenco coaduvante melhor, que eu irie postar em breve... Voltando ao assunto, gencer faz uma gravação estupenda, e meso com a partitura mais que amputada, a ópera está linda, o elenco em torno de gencer é um tanto irregular, mas a sintonia Gencer e gavezzeni é o primor desta gravação, e aqui começa o “Ciclo tudoriano” [sic] de Leyla Gencer.


domingo, 17 de abril de 2011

Donizetti's problem

Uma desgraça vem assolando este blog, não postei nenhum Donizetti ainda, mas não se preocupem que vou fazer um número grande de postagens com as rainhas Tudors, a começar com Anna Bolena (Vai ter desde GRuberovéia aaté Sills, passando por Callas Caballé, etc...)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Wagner -Gotterdammerung


4CD|268MB|LOSSY|128kbps|LIVE

Brünnhilde - Astrid Varnay

Siegfried - Wolfgang Windgassen

Hagen - Josef Greindl

Alberich - Gustav Neidlinger

Gunther - Hermann Uhde

Gutrune - Gré Brouwenstijn

Waltraute - Maria von Ilosvay

Woglinde - Jutta Vulpius

Wellgunde - Elisabeth Schärtel

Floßhilde - Maria Graf

First Norn - Maria von Ilosvay

Second Norn - Georgine von Milinkovic

Third Norn - Mina Bolotine

Orquestra e Coro do Festival de Bayreuth, 1955, Joseph Keilberth, ao vivo.

Poucas gravações de “O Crepúsculo dos Deuses” fazem honra a partiturade richard Wagner, pessoalmente creio que encontrar uma Brunilda que tenha voz para o papel, e mais ainda,um Siegfried e Gunther é coisa de outro mundo. É necessário no mínimo três potentes vozes wagnerianas para cantar as três “Norn”... Gravações que ainda com isto trazem uma emoção intensa são raras mesmo quando trabalhamos com registros ao vivo: Solti fez milagres na introduçãodo prólogo, e bem amparado de cantores fez a voz de Nilsson soar doce, sem perder a potencia; Moralt fez uma gravação memorável com Grob-Pradl , exelente soprano; Karajan fez um belo registro e Furtwangler fez ao vivo com a RAÍ de milano a voz de Martha Mödl e de Ludwig Suthaus soarem como nunca mais soariam... Dentre estes registros de uma era de ouro da ópera, em que tínhamos uma troca de sopranos incríveis como Flagstad para chegar Nilsson, temos Windgassen subistituindo Max Lorenz e Lauren belchior... Esta gravação tem um dos regitros mais belos, se não o preferido de muita gente, com Windgasen, Varnay, Uhde, Ilosvay, Greindl... Uma enciclopédia wagneriana em termo de qualidade.

Ouvir um “Crepúsculo” como este é um milagre aos ouvidos.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Wagner - Siegfried


4CD|223MB|LOSSY:128kpbs|LIVE

Siegfried - Wolfgang Windgassen

Mime - Paul Kuen

Wanderer - Hans Hotter

Brünhilde - Astrid Varnay

Alberich - Gustav Neidlinger

Erda - Maria von Ilosvay

Fafner - Josef Greindl

Waldvogel - Ilse Hollweg

Orquestra do Festival de Bayreuth, Joseph Keilberth, 1955, ao vivo

Neste Ring é sempre necessário lembrar o realismo sonoro, os sons metálicos da espada mágica de Siegfried no primeiro ato é exepicional. Além da regência precisa de Keilberth, temos o Siegfried de Windgassen no seu melhor, a interpretação das cena da floresta e com o pássaro é excepcional, o Hotter está muito bem, e nada cansado por ter cantado o exaustivo papel de Wontan nos outros dois dias anteriores.

Varnay só aparece no fim da ópera mas faz toda a diferença, Varnay prova que foi a Brunnhilde da década de 1950, no mínimo em 1955. UM RING PARA TER.

domingo, 27 de março de 2011

Wagner - Die Walküre

4CD|211MB|LOSSY:128kpbs|LIVE

Die Walküre

Siegmund - Ramón Vinay

Sieglinde - Gré Brouwenstijn

Hunding - Josef Greindl

Brünhilde - Astrid Varnay

Wotan - Hans Hotter

Fricka - Georgine von Milinkovic

Gerhilde - Hertha Wilfert

Ortlinde - Gerda Lammers

Waltraute - Elisabeth Schärtel

Schwertleite - Maria von Ilosvay

Helmwige - Hilde Scheppan

Siegrune - Jean Watson

Grimgerde - Georgine von Milinkovic

Roßweiße - Maria Graf

Orquestra do Festival de Bayreuth, ao vivo, Joseph Keilberth, 1955

Se fosse definir a voz wagneriana em uma palavra seria “potência”. Impossível crer em um Wontan sem a voz mais que poderosa de Hans Hotter, e menos ainda numa Brunnhilde que não possui o poder de uma Birgit Nilsson ou Astrid Varnay. Com certeza Wagner para os cantores é um sinal de potencia. Ser um cantor dramático é poder, e um poder que muitos cantores invejam, e não por menos. Keilberth tinha em 1955 a liga das justiças dos cantores wagnerianos, se tem uma gravação poderosa é esta!

Sem muita dúvida das gravações “ao vivo” do ciclo do Anel, o do keilberth é o melhor, seja pelos milagres que a Testament fez na remasterização do áudio (está melhor que muita gravação em estúdio do começo da decadade 1950), ou pelo facto de quando ouvimos este Anel temos uma sensação de realidade sonora, e uma concepção de profundidade de palco... Creio que nenhum anel conseguiu tal feita.

A “Walkure” é com certeza a ópera do anel mais executada (mesmo que eu pessoalmente não acho a mais genial), e ter uma Brunnhilde para protagonizar os belos e extaciantes duetos de Brunnhilde e Wontan não é mole não. O Hotter se supera, e a Varnay encanta. Temos o incrível tenor Ramon Vinay como Siegmund e uma Sieglinde tocante com a Gré Brouwenstijn. Um Huding instigante e potente do Greindl e a competente Fricka da Milinkovic, com certeza uma Walkure pra se ouvir.

sábado, 26 de março de 2011

Verdi - I Vespri Siciliani


3CD|151MB|LOSSY:128kpbs|LIVE

I Vespri Siciliani

Guido di Montforte - Enzo Mascherini

Il Sire di Bethume - Bruno Carmassi

Il Conte Vaudemont - Mario Frosini

Arrigo - Giorgio Kokolios Bardi

Giovanni da Procida - Boris Christoff

La Duchessa Elena - Maria Callas

Ninetta - Mafalda Masini

Danieli - Gino Sarri

Tebaldo - Aldo De Paolo

Roberto - Lido Pettini

Manfredo - Breno Ristori

Orquestra e Coro do maggio Musicale Fiorentino, Erich Kleiber, 1951

Primeiramente eu irei continuar com o ring do Keilberth, não se preocupem os links da Valquírea vai ser colocados hoje a noite, mas um pouco de Callas não faz mal...

De fato a minha primeira postagem com a Maria Callas catando algo!

***

Nunca havia ouvido esta ópera antes de hoje a tarde, quando vi no orkut do meu avô que alguém da comunidade “Opera” queria uma gravação de I Vespri Siciliani,eu tratei de buscar nos arquivos da família e “upei” esta ópera. Sinceramente, eu gostei muito da ópera, e recomendo,não sei se todos iram gostar da voz de Giogio Kokolios Bardi, ou do Montforte do Marchesini,mas creio que a regência do Kleiber é própria, e a Callas está em seu auge vocal... A ópera em si é muito bonita, chama a atenção quase todas as melodias, e quem quiser saber o enredo do drama mais maluco que você já imaginou pode acessar este site do Metropolitan opera de New York:

http://archive.operainfo.org/broadcast/operaStory.cgi?id=95&language=4&page=6

Talvez poste mais gravações desta mesma ópera, já que gostei muito, acho que desde Luisa Miller não tem ópera que gostei tanto a primeira ouvida.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Wagner - Das Rheingold

A BOMBA WAGNERIANA....

Das Rheingold

2CD|130MB|LOSSY:128kpbs|LIVE

Wotan - Hans Hotter

Fricka - Georgine von Milinkovic

Loge - Rudolf Lustig

Mime - Paul Kuen

Alberich - Gustav Neidlinger

Freia - Hertha Wilfert

Froh - Josef Traxel

Donner - Toni Blankenheim

Erda - Maria von Ilosvay

Fasolt - Ludwig Weber

Fafner - Josef Greindl

Woglinde - Jutta Vulpius

Wellgunde - Elisabeth Schärtel

Floßhilde - Maria Graf

Orquestra do festival de Bayreuth, ao vivo, Joseph Keilberth, 1955

Poucos compositores fizeram tanta diferença no mundo da ópera como Wagner, muitos tentam entender de onde veio tanta personalidade musical (já foram apontados como influencias de Beethoven a Meyerbeer), mas a verdade é que a estética wagneriana só surgiu mesmo com Wagner (frase um tanto óbvia não?!). Pessoalmente creio que Wagner foi fruto da genialidade de um homem somada a uma tendência que aparece desde Cherubini utilizando vozes dramáticas, passando por Beethoven com um trabalho um tanto contrario ao bel-canto.

Quem ouve Das Rheingold compreende mais que ninguém como funciona a estética wagneriana, ele não trabalha nesta ópera com duos de amor e sim com a busca de poder, a musica soa constantemente e são apresentados os inúmeros motivos do anel do Nibelungo.

Esta gravação foi a primeira ser feita em “stereo” do ring de Wagner, gravada “ao vivo” em Bayreuth, a regência cabe ao incrível Keilberth, e o Elenco é de primeiríssima mão. A Walkure será com Varnay e o Siegfried é o Windgassen quase que 10 anos mais novo que quando fez a histórica gravação com Solti. Temos um trabalho sonoro de qualidade com a maravilhosa revilitação do som pela Testament, e ainda uma gravação com uma das características que eu mais prezo, que é a realidade sonora. OUÇAM!!!!!!!!!!!!!!!!!!


EM BREVE VEM O RESTO

quarta-feira, 23 de março de 2011

desculpas

Dentre logo irei postar algo bem wagneriano, é q eu tenho estudao muito e não consigo ouvir as gravações, mas em breve Wagner irá rolar em gravações estupendas.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Brahsm - Ein Deustches Requiem


1CD|55MB|LOSSY:128kpbs|STUDIO

Ein Deustches Réquiem, Op. 45

Elisabeth Grümmer, Soprano

Dietrich Fischer-Dieskau, Barítono

Chor der St. Hedwigs-Kathedrale, Berlin

Berliner Philarmoniker

Rudolf Kempe, 23-30 de Junho de 1955

A compreenção que nós somos MORTAIS trouxe inspirações para vários compostiroes, não nescessariamente na criação de Réquiens, mas tabem em sinfonias e até mesmos certos personagens de ópera (Marechala de Der Rosenkavalier). Brahms compôs um Réquiem não canônico, mas que tem uma expressividade que só um coral bem preparado, um bom regente e dois solistas conseguem ter, pessoalmente creio que a Solenidade do Réquiem de Brahms só pode ser igualada a do Réquiem de Fauré, mesmo que falamos de compositores de países e situações diferentes.

Brahms compôs este Réquiem possivelmente por causa da Morte de seu amigo e mentor Robert Schumann, mesmo que há certas dúvidas... Os textos em alemão são provenientes da bíblia em sua tradução em alemão feita por Lutero, e não são muitos próximos dos textos usados pelos Réquiem em latim.

O Réquiem possivelmente é a obra mais longa de Brahms, e a regência de Kempe não é das mais corridas, ele prima por uma expressividade, tanto do coral quanto da orquestra, os solistas estão muito bem, Fischer-Dieskau está tão bem quanto em sua gravação com Klemperer, e Elisabeth Grümmer é uma soprano que Kempe trabalhava muito bem, a voz de Grümmer é muito particular e bela, perfeita para papéis de Mozart e papéis de wagner como Elisabeth (Tannhäuser) e Elsa (Lohengrin).

O coral da Catedral de Santa Edwiges (não sei se esta abrasileirada deu certo...) é um oral bom, mas peca talvez por uma má capturação do som, e por ser um coral não-tão-profissional como um Ambrosian singers, ou de uma casa de ópera, mas o desempenho é bom. Em Herr, lehre doch mich há um lindo jogo do jovem Fischer-Dieskau com a Orquestra e o coral. Quanto a Orquestra, creio que não há o que se comentar.

Uma gravação que um dia terá uma remasterização decente (hoje em dia fazem maravilhas com gravações do met na dec. De 50), mas é uma gravação que faz pro ser uma versão alternativa das já conhecidas leituras de Klemperer, Karajan, Abbado...Ouçam e comprovem da beleza de regente que Kempe foi.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mozart - Cosi fan Tutte


2CD|121MB|LOSSY:128kpbs|STUDIO

Fiordiligi - Eleanor Steber

Dorabella - Blanche Thebom

Despina - Roberta Peters

Ferrando - Richard Tucker

Guglielmo - Frank Guarrera

Don Alfonso - Lorenzo Alvary

Orquestra e Coro do Metropolitan Opera de Nova York, Fritz Stiedry, 1952, Cantado em Inglês

Novamente insisto em uma ópera que não está sendo interpretada em sua língua original, e isto pode ser um erro quando o libreto tem a assinatura de La Ponte (!!!), mas creio que há redenção quando o elenco é de arrepiar as verrugas do pé. Temos aqui uma gravação que é o oposto de tudo que Jacobs, Gardiner, Herreweghe tem trabalhado nos últimos anos, aqui o regente rege devagar e os cantores são dotados de vozes pesadas e estridentes, uma orquestra que não corre nunca, e possivelmente não tinha idéia da sonoridade stacatta que outros regentes teriam futuramente. NO ENTANTO, é uma bela gravação, que deveria ser ouvida por todos vocês pelos seguintes motivos:

a) O Inglês: Poucos falam italiano, sejamos sinceros saber inglês hoje é muito mais fácil, e os interpretes desta gravação falam em um inglês completamente inteligível. Quando ouvimos os recitativos nós conseguimos entender quase tudo. Pode soar um tanto estranho por começo, mas depois a coisa fica legal mesmo.

b) Steber, Thebom, Tuckner: Steber cantou papeis pesados como Minnie em La Fanciulla del West (Puccini) e Vanessa (Barber), hoje em dia não seria nem ao menos cogitada para cantar Mozart, MAS cantou e encantou na dec. De 1950, e fez por merecer o título de melhor cantora norteamericana. Tuckner está maravilhoso, e Thebom está numa fase feliz no mesmo ano em que cantou Branja em Tristan und Isolde (Wagner).

c) Peters: Felizes foram os momentos em que a soprano ligeiro Roberta Peters surgiu no horizonte, voz linda e interpretação digna de nota

d) Ópera nos anos 50: Conhecer como faziam ópera no met nos anos 50 é algo divertido, nos dá uma leve idéia de como aquele povo ouvia e aplaudia ópera, principalmente em uma das gravações de estúdio do Met.

Quem nunca ouviu esta gravação deveria, por que com certeza total irão amar até o fim do mundo!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Strauss - Ariadne auf Naxos


2CD|111MB|LOSSY:128kbps|STUDIO

Ariadne - Gundula Janowitz

Komponist - Teresa Zylis-Gara

Zerbinetta - Sylvia Geszty

Bacchus - James King

Musiklehrer - Theo Adam

Harlekin - Hermann Prey

Truffaldin - Siegfried Vogel

Brighella - Hans-Joachim Rotzsch

Scaramuchio - Peter Schreier

Najade - Erika Wustmann

Dryade - Annelies Burmeister

Echo - Adele Stolte

Haushofmeister - Erich-Alexander Winds

Dresdener Staatskapelle, Rudolf Kempe, 1967

Há algumas óperas que possuem uma beleza que para alguns é incrível e para outros é totalmente dubitável. Ariadne auf Naxos é uma ópera assim, os que gostam amam, os que odeiam nunca irão ver alguma graça nesta ópera. Felizmente eu sou do partido que ama esta ópera, mesmo que seja uma ópera que é complicada, e eis os motivos desta complicação:

- Normalmente uma ópera representa um drama e os personagens buscam interpretar as dores e alegrias de seus personagens da formas mais convincentes possíveis, em Aridne os personagens n’um geral tem que ter em mente que eles estão representando pessoas que representam. A Chata e Arrogante Prima Donna do prólogo tem que estar presente um pouco na doce Aridne da ópera, mesmo que Strauss destinou a esta personagens melodias lindas e sem nenhuma grande dificuldade vocal.

- Arranjar uma cantora que domine perfeitamente a coloratura da longa e linda ária de Zerbinetta não é coisa fácil, mas ela ainda tem que possuir todo o carisma cênico que a personagem exige, as vezes é preferível uma cantora mais caristmática e com tcnica inferior a de uma que não tenha á muito dote para atuação cômica.

- Um Tenor pro Bacco é dose, por que canta pouco, mas ele tem que estar impecável. Não que o papel seja difícil vocalmente, mas tem que ser um bom tenor com uma linda e viril voz.

- Por fim um trio de cantoras que as vozes se entrelassem de forma linda com um Echo mais que afinado é dose.

Decidi postar uma linda gravação de estúdio de Ariadne, mesmo que o estúdio aqui possa ter feito uns errinhos, temos talvez um dos melhores elencos pra uma Ariadne. Comecemos pelo regente, Kempe é um dos melhores Straussianos que eu já ouvi, e sem dúvida altamente talentoso quando fala-se de sua linha orquestral mais que maravilhosa.

Janowitz é uma Ariadne arrebatadora com uma compreenção do personagem que talvez peque pela sua nterpretação de uma Ariadne com um tremendo sofrimento amorso (faltou um pouco da prima donna na òpera...), mas com certeza uma das melhores interpretações de “Ach! Wo war Ich?”. Zylis-Gara faz um compositor digno e a Sylvia Geszty faz uma Zerbinetta bem feita com um carisma, mesmo que eu pessoalmente não sou o maior fã de sua voz, ela consegue divertir o ouvinte.

James King, Theo Adam, Peter Schreier e Hermann Prey estão muito bem em seus papéis. Talvez o balanceamento sonoro nos trios das nifas deixou a voz de cada uma delas tão definida que tornou uma coisa surreal de ocorrer no palco, mas é uma linda gravação e com certeza possui um dos elencos mais equilibrados que eu já ouvi.preparem seus ouvidos que esta vale a pena.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Beethoven - Fidelio

2CD|117MB|LOSSY:128kbps|LIVE

Leonore - Sena Jurinac

Florestan - Jon Vickers

Pizarro - Hans Hotter

Rocco - Gottlob Frick

Marzelline - Elsie Morison

Jaquino - John Dobson

Fernando - Forbes Robinson

Erster Gefangene - Joseph Ward

Zweiter Gefangene - Victor Godfrey

Otto Klemperer, Convent Garden, 24 de Fevereiro de 1961

Há precisos 50 anos atrás Londres viu o que talvez seja a melhor interpretação da ópera Fidelio em toda a sua história, os que estão pensando que eu estou exagerando ainda não oviram esta gravação, em que temos uma Leonore impressionante de Sena Jurinac, um Frick com um Rocco incrível, e Hotter e Dobson estão muito bem. A regêmcia de Klemperer é anos-luz a frente da gravação de Fidelio que ele fez em estúdio, mesmo tendo os mesmos cantores em alguns papéis. Uma gravação estupenda.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

The King's Speech

Com certeza um grande filme. as Atuações do trio de protagonistas superas as expectativas, transformando os três personagens em pessoas altamente simpáticas. O filme tem um desenrolar dramático e prova quão bom Colin Firth pode ser quando não está ligado a comédias românticas como "O Diario de Briget Jones" e "Mamma Mia!". Helena Bonham Carter foge de seus papéis sombrios e faz uma atuação notável, com uma grande compreenção do carisma que a Rainha Mãe teve. Rush é estupendo. Grande filme que se prende somente a um problema, a gagueira do rei, mas mostra como um problema vem de outras deficiencias do rei, sendo que um simples fono torna-se um Psicologo. Certamente melhor que a "rede social" se estivermos falando de um filme que mostra conflitos individuais.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bizet - Carmen

George Bizet – Carmen

2CD|159MB|LOSSY:128kbps|STUDIO

Carmen - Christa Ludwig

Don José - Rudolf Schock

Micaëla - Melitta Muszely

Escamillo - Hermann Prey

Frasquita - Ursula Schirrmacher

Mercédès - Ursula Gust

Le Dancaïre - Leopold Clam

Le Remendado - Karl-Ernst Mercker

Moralès - Georg Völker

Zuninga – Ivan Rebroff

Orquestra Sinfônica de Berlin, Horst Stein, 1961

Carmen é uma ópera complicada pra caramba, eu creio que seu sucesso vem em parte pela sua tendência a concentrar o melhor e o pior em uma só ópera. Até hoje a partitura tem sofrido cortes (ou adições), tem aquela eterna discussão se é melhor canta-la com ou sem os recitativos... Muitos dizem que Carmen foi um fracasso na sua estréia,o que não é totalmente verdade, Carmen fez sucesso, mas as pessoas erradas... Acima de todas estas discussões sobre a obra temos sobre a construção das personagens, Carmen é uma Vagabunda ou uma mulher decente, só que livre? Onde é o limite de Prostituta e decente?

Poucas Cantoras conseguiram abordam com felicidade o papel de Carmen, Teresa Berganza talvez foi a que melhor compreendeu o sentido de “mulher livre”, e Victoria de Los Angeles faz milagres com a batuta de Beecham, Baltsa (que é mais feia que briga de foice) mostrou como seus graves podem ser sensuais e provocativos. Então por que Cargas D’àgua estou postando a Carmen (em alemão) da Christa Ludwig???

Podem me chamar de louco, mas Ludwig teve algo que a faz diferente de todas maravilhosas Carmen’s, eu não sei bem como explicar, mas sua voz consegue trazer uma sensualidade gostosa sem cair na idéia que o vozeirão lindo por si próprio já é bom (como Jessye Norman). A sua interpretação (em estpudio) cantada em Alemão consegue soar muito mais sexy do que muita Carmen em francês por aí. Ludwig faz Nuancias de “ppp” e “f” no I Ato que só são comparáveis a da Berganza. Quando os momentos dramáticos vem a tona (no III ato principalmente), Ludwig nos lembra que ela é uma wagneriana de primeiríssima linha com um trabalho dramático lindo.

O elenco em torno da Carmen da Ludwig é razoável,o belo Rudolf Schock faz um Don José com voz de Lohengrin (o que não dá muito errado não), talvez tenha uma ária da flor com uma abordagem tanto que pesado. A Soprano Melitta Muszely peca na afinação duvidosa, mas os belos momentos musicais de Micäella são bem interpretados, mesmo que não rola muita sintonia em sua voz Ligera e a voz de Schock. Hermann prey é um Escamillo forte, mas não tem nem 1/3 do vozeirão do Milnes ou Vam Dam no papel, mas sua aparição é tremenda, e prova que um cantor normalmente cômico dá um ótimo escamillo. È ainda estranho ver Ivan Rebroff em um papel minúsculo, mas é uma presença notória.

Uma Gravação de estúdio que perdeu toda a sua poética por ser cantada em alemão, um regente um tanto que meticuloso demais, e um elenco inusitado pode dar certo, quem duvida bixe agora (e depois comente...). Grande lance da EMI.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Bellini - Norma

Vincenzo Bellini – Norma

3CD|151MB|LOSSY:128kbps|STUDIO

Norma - Joan Sutherland

Adalgisa - Marilyn Horne

Pollione - John Alexander

Oroveso - Richard Cross

Clotilde - Yvonne Minton

Flavio - Joseph Ward

Orquestra Sinfonica de Londres, Richard Bonynge, 1964 (estúdio).

Joan Sutherland foi talvez a cantora mais adequada a um papel que exige uma cantora que nunca existiu, “e talvez nunca existirá” como disse Richard Bonynge. A voz de Sutherland não tem o atrativo “quente” de uma Callas ou Caballé, mas ela era dotada de uma técnica incrível (sua afinação em “Ah Bello” é impressionante) e uma voz que possuía uma agilidade tremenda junto a uma “base” que era quase de uma soprano dramático (no começo da carreira Sutherland era vista como uma possível Isolda e até mesmo Brunilda). O timbre vocal que é pedido para o papel é de uma “Soprano Dramático de agilitá” timbre existo, contudo Sutherland consegue trazer a tona uma Norma incrível.

O papel de Norma exige uma voz que não basta ser bela, mas sim uma mistura perfeita entre a paixão, a raiva e a humanidade, uma Norma que não segue tais características consegue ser um fracasso não importa quão boa seja a cantora (Miss Ana Paula Bruknow que me diga). Sutherland tende a uma Norma apaixonada, um tanto distante, mas mesmo assim um “furação” quando necessário, creio que isto se explica pela sua idade (ainda não tinha 40 anos) pois quando Sutherland cantou este papel novamente no estúdio, ela já não tinha uma voz tão bela quanto nesta gravação mas possuía uma interpretação mais furiosa.

Além da bela Norma de Sutherland temos a imnpressionante e adequada voz de Marlyn Horne no papel de Adalgisa. Horne tem uma interpretação jovial, dando a luz uma Adalgisa até um tanto ingênua, sem pesar na voz, dando um contraste lindo entre a sua voz e a de Sutherland em uma memorável gração de “Oh! Rimebranza”por exemplo. O Pollione de Alexander é muito bom, mesmo que o maior Pollione seja ainda o de Carlo Bergonzi, Alexander mostra que é um cantor exforçado

A regência de Bonynge é MARAVILHOSA. E esta gravação tem algumas coisas interessantes como uma “Casta Diva” em seu tom original (sol maior) que é bem agudo e prova que Sutherland vai as alturas... Além de ser uma gravaçãoquase completa, com bem menos cortes que o comum. Baixe agora!!!!