domingo, 17 de julho de 2011
Em busca de redenção
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Donizetti - Roberto Devereux
2CD|119.96MB|LOSSY|128kbps|LIVE
Elisabetta - Leyla Gencer
Duca di Nottingham - Piero Cappuccilli
Sara - Anna Maria Rota
Roberto Devereux - Ruggero Bondino
Lord Cecil - Gabriele De Julis
Sir Gualtiero Raleigh - Silvano Pagliuca
Coro e Orquestra do Teatro San Carlo di Napoli, Regidos por Mario Rossi, ao vivo
Leyla Gencer está muito bem no frio papel de Elisabetta, ela onsegue se desempenhar junto a um elenco no mínimo bom.A sara de Ana Maria Rota atende a todas as espectativas e Ruggero Bondino faz um trabalho bom. OUÇAM!!!!!!!!!!!!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Donizetti - Anna Bolena (Gencer I)

Anna Bolena - Leyla Gencer
Enrico - Carlo Cava
Giovanna - Patricia Johnson
Percy - Juan Oncina
Rochefort - Don Garrard
Smeton - Maureen Morelle
Hervey - Lloyd Strauss-Smith
“Anna Bolena” é com certeza uma ópera que exige certas características vocais da protagonista, que é não muito difícil ver grandes cantoras errando toda a partitura. A sedução de cantar as três rainhas Tudor faz com que muitas sopranos coloquem no seu repertório um papel que estas cantoras nunca possuíram a voz para tal (exemplos óbvios: Anna Netrebko, Luciana Serra, e em certos aspectos até mesmo Maria Callas...; no Brasil Ana Paula Brunkow é um exemplo claro de uma voz que não tem capacidade para cantar estes papeis, mas canta...). Não ter voz para um papel nem sempre faz com que a interpretação seja ruim, podemos sempre lembrar a Norma de Bervely Sills, mas com certeza faz com que a interpretação não seja a ideal..
É muito complicado definir uma voz para Anna, com certeza exige uma soprano com voz mais lírica que a de uma Norma, mas tanto por semelhanças vocais e dramáticas (tanto norma, quanto Anna são “trocadas” por outras mulheres) faz com que muitas Normas famosas se aventurem pela partitura da monarca britânica. Este “intercambio” nem sempre dá certo, mas é muito certeiro, por que as “normas” que cantam anna trazem uma carga dramática que as vezes é necessária no papel de Anna.
Para esta abertura da seqüência de ciclos de Rainhas Tudor, temos a Maravilhosa e única Leyla Gencer, grande Norma, e grande Anna Bolena. Monserrat Caballé havia dito que ela havia “descoberto as rainhas Tudor, Gencer as cantou e Sills a gravou”, pessoalmente eu discordo com esta frase (Gencer já sabia Anna Bolena de cor antes de caballé canta-lo...), mas Caballé não poderia ser mais certeira decomo ficou distribuída as funções para divulgação das rainhas tudor. Sills fez três gravações ais que exepicionaís em estúdio e Gencer dava um show como vocês já verão.
Gencer nunca cantou num estúdio, e por conseqüência fica difícil encontrar grvações com boa cqualidade sonora com esta maravilhosa cantora, há uma outra gravação com um som um pouco pior, mas com um elenco coaduvante melhor, que eu irie postar
domingo, 17 de abril de 2011
Donizetti's problem
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Wagner -Gotterdammerung

4CD|268MB|LOSSY|128kbps|LIVE
Brünnhilde - Astrid Varnay
Siegfried - Wolfgang Windgassen
Hagen - Josef Greindl
Alberich - Gustav Neidlinger
Gunther - Hermann Uhde
Gutrune - Gré Brouwenstijn
Waltraute - Maria von Ilosvay
Woglinde - Jutta Vulpius
Wellgunde - Elisabeth Schärtel
Floßhilde - Maria Graf
First Norn - Maria von Ilosvay
Second Norn - Georgine von Milinkovic
Third Norn - Mina Bolotine
Orquestra e Coro do Festival de Bayreuth, 1955, Joseph Keilberth, ao vivo.
Poucas gravações de “O Crepúsculo dos Deuses” fazem honra a partiturade richard Wagner, pessoalmente creio que encontrar uma Brunilda que tenha voz para o papel, e mais ainda,um Siegfried e Gunther é coisa de outro mundo. É necessário no mínimo três potentes vozes wagnerianas para cantar as três “Norn”... Gravações que ainda com isto trazem uma emoção intensa são raras mesmo quando trabalhamos com registros ao vivo: Solti fez milagres na introduçãodo prólogo, e bem amparado de cantores fez a voz de Nilsson soar doce, sem perder a potencia; Moralt fez uma gravação memorável com Grob-Pradl , exelente soprano; Karajan fez um belo registro e Furtwangler fez ao vivo com a RAÍ de milano a voz de Martha Mödl e de Ludwig Suthaus soarem como nunca mais soariam... Dentre estes registros de uma era de ouro da ópera, em que tínhamos uma troca de sopranos incríveis como Flagstad para chegar Nilsson, temos Windgassen subistituindo Max Lorenz e Lauren belchior... Esta gravação tem um dos regitros mais belos, se não o preferido de muita gente, com Windgasen, Varnay, Uhde, Ilosvay, Greindl... Uma enciclopédia wagneriana em termo de qualidade.
Ouvir um “Crepúsculo” como este é um milagre aos ouvidos.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Wagner - Siegfried

4CD|223MB|LOSSY:128kpbs|LIVE
Siegfried - Wolfgang Windgassen
Mime - Paul Kuen
Wanderer - Hans Hotter
Brünhilde - Astrid Varnay
Alberich - Gustav Neidlinger
Erda - Maria von Ilosvay
Fafner - Josef Greindl
Waldvogel - Ilse Hollweg
Orquestra do Festival de Bayreuth, Joseph Keilberth, 1955, ao vivo
Neste Ring é sempre necessário lembrar o realismo sonoro, os sons metálicos da espada mágica de Siegfried no primeiro ato é exepicional. Além da regência precisa de Keilberth, temos o Siegfried de Windgassen no seu melhor, a interpretação das cena da floresta e com o pássaro é excepcional, o Hotter está muito bem, e nada cansado por ter cantado o exaustivo papel de Wontan nos outros dois dias anteriores.
Varnay só aparece no fim da ópera mas faz toda a diferença, Varnay prova que foi a Brunnhilde da década de 1950, no mínimo em 1955. UM RING PARA TER.
domingo, 27 de março de 2011
Wagner - Die Walküre

4CD|211MB|LOSSY:128kpbs|LIVE
Die Walküre
Siegmund - Ramón Vinay
Sieglinde - Gré Brouwenstijn
Hunding - Josef Greindl
Brünhilde - Astrid Varnay
Wotan - Hans Hotter
Fricka - Georgine von Milinkovic
Gerhilde - Hertha Wilfert
Ortlinde - Gerda Lammers
Waltraute - Elisabeth Schärtel
Schwertleite - Maria von Ilosvay
Helmwige - Hilde Scheppan
Siegrune - Jean Watson
Grimgerde - Georgine von Milinkovic
Roßweiße - Maria Graf
Orquestra do Festival de Bayreuth, ao vivo, Joseph Keilberth, 1955
Se fosse definir a voz wagneriana em uma palavra seria “potência”. Impossível crer
Sem muita dúvida das gravações “ao vivo” do ciclo do Anel, o do keilberth é o melhor, seja pelos milagres que a Testament fez na remasterização do áudio (está melhor que muita gravação em estúdio do começo da decadade 1950), ou pelo facto de quando ouvimos este Anel temos uma sensação de realidade sonora, e uma concepção de profundidade de palco... Creio que nenhum anel conseguiu tal feita.
A “Walkure” é com certeza a ópera do anel mais executada (mesmo que eu pessoalmente não acho a mais genial), e ter uma Brunnhilde para protagonizar os belos e extaciantes duetos de Brunnhilde e Wontan não é mole não. O Hotter se supera, e a Varnay encanta. Temos o incrível tenor Ramon Vinay como Siegmund e uma Sieglinde tocante com a Gré Brouwenstijn. Um Huding instigante e potente do Greindl e a competente Fricka da Milinkovic, com certeza uma Walkure pra se ouvir.
sábado, 26 de março de 2011
Verdi - I Vespri Siciliani

3CD|151MB|LOSSY:128kpbs|LIVE
I Vespri Siciliani
Guido di Montforte - Enzo Mascherini
Il Sire di Bethume - Bruno Carmassi
Il Conte Vaudemont - Mario Frosini
Arrigo - Giorgio Kokolios Bardi
Giovanni da Procida - Boris Christoff
La Duchessa Elena - Maria Callas
Ninetta - Mafalda Masini
Danieli - Gino Sarri
Tebaldo - Aldo De Paolo
Roberto - Lido Pettini
Manfredo - Breno Ristori
Orquestra e Coro do maggio Musicale Fiorentino, Erich Kleiber, 1951
Primeiramente eu irei continuar com o ring do Keilberth, não se preocupem os links da Valquírea vai ser colocados hoje a noite, mas um pouco de Callas não faz mal...
De fato a minha primeira postagem com a Maria Callas catando algo!
***
Nunca havia ouvido esta ópera antes de hoje a tarde, quando vi no orkut do meu avô que alguém da comunidade “Opera” queria uma gravação de I Vespri Siciliani,eu tratei de buscar nos arquivos da família e “upei” esta ópera. Sinceramente, eu gostei muito da ópera, e recomendo,não sei se todos iram gostar da voz de Giogio Kokolios Bardi, ou do Montforte do Marchesini,mas creio que a regência do Kleiber é própria, e a Callas está em seu auge vocal... A ópera em si é muito bonita, chama a atenção quase todas as melodias, e quem quiser saber o enredo do drama mais maluco que você já imaginou pode acessar este site do Metropolitan opera de New York:
http://archive.operainfo.org/broadcast/operaStory.cgi?id=95&language=4&page=6
Talvez poste mais gravações desta mesma ópera, já que gostei muito, acho que desde Luisa Miller não tem ópera que gostei tanto a primeira ouvida.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Wagner - Das Rheingold
A BOMBA WAGNERIANA....Das Rheingold
2CD|130MB|LOSSY:128kpbs|LIVE
Wotan - Hans Hotter
Fricka - Georgine von Milinkovic
Loge - Rudolf Lustig
Mime - Paul Kuen
Alberich - Gustav Neidlinger
Freia - Hertha Wilfert
Froh - Josef Traxel
Donner - Toni Blankenheim
Erda - Maria von Ilosvay
Fasolt - Ludwig Weber
Fafner - Josef Greindl
Woglinde - Jutta Vulpius
Wellgunde - Elisabeth Schärtel
Floßhilde - Maria Graf
Orquestra do festival de Bayreuth, ao vivo, Joseph Keilberth, 1955
Poucos compositores fizeram tanta diferença no mundo da ópera como Wagner, muitos tentam entender de onde veio tanta personalidade musical (já foram apontados como influencias de Beethoven a Meyerbeer), mas a verdade é que a estética wagneriana só surgiu mesmo com Wagner (frase um tanto óbvia não?!). Pessoalmente creio que Wagner foi fruto da genialidade de um homem somada a uma tendência que aparece desde Cherubini utilizando vozes dramáticas, passando por Beethoven com um trabalho um tanto contrario ao bel-canto.
Quem ouve Das Rheingold compreende mais que ninguém como funciona a estética wagneriana, ele não trabalha nesta ópera com duos de amor e sim com a busca de poder, a musica soa constantemente e são apresentados os inúmeros motivos do anel do Nibelungo.
quarta-feira, 23 de março de 2011
desculpas
sexta-feira, 11 de março de 2011
Brahsm - Ein Deustches Requiem

1CD|55MB|LOSSY:128kpbs|STUDIO
Ein Deustches Réquiem, Op. 45
Elisabeth Grümmer, Soprano
Dietrich Fischer-Dieskau, Barítono
Berliner Philarmoniker
Rudolf Kempe, 23-30 de Junho de 1955
A compreenção que nós somos MORTAIS trouxe inspirações para vários compostiroes, não nescessariamente na criação de Réquiens, mas tabem em sinfonias e até mesmos certos personagens de ópera (Marechala de Der Rosenkavalier). Brahms compôs um Réquiem não canônico, mas que tem uma expressividade que só um coral bem preparado, um bom regente e dois solistas conseguem ter, pessoalmente creio que a Solenidade do Réquiem de Brahms só pode ser igualada a do Réquiem de Fauré, mesmo que falamos de compositores de países e situações diferentes.
Brahms compôs este Réquiem possivelmente por causa da Morte de seu amigo e mentor Robert Schumann, mesmo que há certas dúvidas... Os textos em alemão são provenientes da bíblia em sua tradução em alemão feita por Lutero, e não são muitos próximos dos textos usados pelos Réquiem em latim.
O Réquiem possivelmente é a obra mais longa de Brahms, e a regência de Kempe não é das mais corridas, ele prima por uma expressividade, tanto do coral quanto da orquestra, os solistas estão muito bem, Fischer-Dieskau está tão bem quanto em sua gravação com Klemperer, e Elisabeth Grümmer é uma soprano que Kempe trabalhava muito bem, a voz de Grümmer é muito particular e bela, perfeita para papéis de Mozart e papéis de wagner como Elisabeth (Tannhäuser) e Elsa (Lohengrin).
O coral da Catedral de Santa Edwiges (não sei se esta abrasileirada deu certo...) é um oral bom, mas peca talvez por uma má capturação do som, e por ser um coral não-tão-profissional como um Ambrosian singers, ou de uma casa de ópera, mas o desempenho é bom. Em Herr, lehre doch mich há um lindo jogo do jovem Fischer-Dieskau com a Orquestra e o coral. Quanto a Orquestra, creio que não há o que se comentar.
Uma gravação que um dia terá uma remasterização decente (hoje em dia fazem maravilhas com gravações do met na dec. De 50), mas é uma gravação que faz pro ser uma versão alternativa das já conhecidas leituras de Klemperer, Karajan, Abbado...Ouçam e comprovem da beleza de regente que Kempe foi.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Mozart - Cosi fan Tutte

2CD|121MB|LOSSY:128kpbs|STUDIO
Fiordiligi - Eleanor Steber
Dorabella - Blanche Thebom
Despina - Roberta Peters
Ferrando - Richard Tucker
Guglielmo - Frank Guarrera
Don Alfonso - Lorenzo Alvary
Orquestra e Coro do Metropolitan Opera de Nova York, Fritz Stiedry, 1952, Cantado em Inglês
Novamente insisto em uma ópera que não está sendo interpretada em sua língua original, e isto pode ser um erro quando o libreto tem a assinatura de La Ponte (!!!), mas creio que há redenção quando o elenco é de arrepiar as verrugas do pé. Temos aqui uma gravação que é o oposto de tudo que Jacobs, Gardiner, Herreweghe tem trabalhado nos últimos anos, aqui o regente rege devagar e os cantores são dotados de vozes pesadas e estridentes, uma orquestra que não corre nunca, e possivelmente não tinha idéia da sonoridade stacatta que outros regentes teriam futuramente. NO ENTANTO, é uma bela gravação, que deveria ser ouvida por todos vocês pelos seguintes motivos:
a) O Inglês: Poucos falam italiano, sejamos sinceros saber inglês hoje é muito mais fácil, e os interpretes desta gravação falam em um inglês completamente inteligível. Quando ouvimos os recitativos nós conseguimos entender quase tudo. Pode soar um tanto estranho por começo, mas depois a coisa fica legal mesmo.
b) Steber, Thebom, Tuckner: Steber cantou papeis pesados como Minnie em La Fanciulla del West (Puccini) e Vanessa (Barber), hoje em dia não seria nem ao menos cogitada para cantar Mozart, MAS cantou e encantou na dec. De 1950, e fez por merecer o título de melhor cantora norteamericana. Tuckner está maravilhoso, e Thebom está numa fase feliz no mesmo ano em que cantou Branja em Tristan und Isolde (Wagner).
c) Peters: Felizes foram os momentos em que a soprano ligeiro Roberta Peters surgiu no horizonte, voz linda e interpretação digna de nota
d) Ópera nos anos 50: Conhecer como faziam ópera no met nos anos 50 é algo divertido, nos dá uma leve idéia de como aquele povo ouvia e aplaudia ópera, principalmente em uma das gravações de estúdio do Met.
Quem nunca ouviu esta gravação deveria, por que com certeza total irão amar até o fim do mundo!
sexta-feira, 4 de março de 2011
Strauss - Ariadne auf Naxos

2CD|111MB|LOSSY:128kbps|STUDIO
Ariadne - Gundula Janowitz
Komponist - Teresa Zylis-Gara
Zerbinetta - Sylvia Geszty
Bacchus - James King
Musiklehrer - Theo Adam
Harlekin - Hermann Prey
Truffaldin - Siegfried Vogel
Brighella - Hans-Joachim Rotzsch
Scaramuchio - Peter Schreier
Najade - Erika Wustmann
Dryade - Annelies Burmeister
Echo - Adele Stolte
Haushofmeister - Erich-Alexander Winds
Dresdener Staatskapelle, Rudolf Kempe, 1967
Há algumas óperas que possuem uma beleza que para alguns é incrível e para outros é totalmente dubitável. Ariadne auf Naxos é uma ópera assim, os que gostam amam, os que odeiam nunca irão ver alguma graça nesta ópera. Felizmente eu sou do partido que ama esta ópera, mesmo que seja uma ópera que é complicada, e eis os motivos desta complicação:
- Normalmente uma ópera representa um drama e os personagens buscam interpretar as dores e alegrias de seus personagens da formas mais convincentes possíveis, em Aridne os personagens n’um geral tem que ter em mente que eles estão representando pessoas que representam. A Chata e Arrogante Prima Donna do prólogo tem que estar presente um pouco na doce Aridne da ópera, mesmo que Strauss destinou a esta personagens melodias lindas e sem nenhuma grande dificuldade vocal.
- Arranjar uma cantora que domine perfeitamente a coloratura da longa e linda ária de Zerbinetta não é coisa fácil, mas ela ainda tem que possuir todo o carisma cênico que a personagem exige, as vezes é preferível uma cantora mais caristmática e com tcnica inferior a de uma que não tenha á muito dote para atuação cômica.
- Um Tenor pro Bacco é dose, por que canta pouco, mas ele tem que estar impecável. Não que o papel seja difícil vocalmente, mas tem que ser um bom tenor com uma linda e viril voz.
- Por fim um trio de cantoras que as vozes se entrelassem de forma linda com um Echo mais que afinado é dose.
Decidi postar uma linda gravação de estúdio de Ariadne, mesmo que o estúdio aqui possa ter feito uns errinhos, temos talvez um dos melhores elencos pra uma Ariadne. Comecemos pelo regente, Kempe é um dos melhores Straussianos que eu já ouvi, e sem dúvida altamente talentoso quando fala-se de sua linha orquestral mais que maravilhosa.
Janowitz é uma Ariadne arrebatadora com uma compreenção do personagem que talvez peque pela sua nterpretação de uma Ariadne com um tremendo sofrimento amorso (faltou um pouco da prima donna na òpera...), mas com certeza uma das melhores interpretações de “Ach! Wo war Ich?”. Zylis-Gara faz um compositor digno e a Sylvia Geszty faz uma Zerbinetta bem feita com um carisma, mesmo que eu pessoalmente não sou o maior fã de sua voz, ela consegue divertir o ouvinte.
James King, Theo Adam, Peter Schreier e Hermann Prey estão muito bem em seus papéis. Talvez o balanceamento sonoro nos trios das nifas deixou a voz de cada uma delas tão definida que tornou uma coisa surreal de ocorrer no palco, mas é uma linda gravação e com certeza possui um dos elencos mais equilibrados que eu já ouvi.preparem seus ouvidos que esta vale a pena.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Beethoven - Fidelio
2CD|117MB|LOSSY:128kbps|LIVE
Leonore - Sena Jurinac
Florestan - Jon Vickers
Pizarro - Hans Hotter
Rocco - Gottlob Frick
Marzelline - Elsie Morison
Jaquino - John Dobson
Fernando - Forbes Robinson
Erster Gefangene - Joseph Ward
Zweiter Gefangene - Victor Godfrey
Otto Klemperer, Convent Garden, 24 de Fevereiro de 1961
Há precisos 50 anos atrás Londres viu o que talvez seja a melhor interpretação da ópera Fidelio em toda a sua história, os que estão pensando que eu estou exagerando ainda não oviram esta gravação, em que temos uma Leonore impressionante de Sena Jurinac, um Frick com um Rocco incrível, e Hotter e Dobson estão muito bem. A regêmcia de Klemperer é anos-luz a frente da gravação de Fidelio que ele fez em estúdio, mesmo tendo os mesmos cantores em alguns papéis. Uma gravação estupenda.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
The King's Speech
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Bizet - Carmen

George Bizet – Carmen
2CD|159MB|LOSSY:128kbps|STUDIO
Carmen - Christa Ludwig
Don José - Rudolf Schock
Micaëla - Melitta Muszely
Escamillo - Hermann Prey
Frasquita - Ursula Schirrmacher
Mercédès - Ursula Gust
Le Dancaïre - Leopold Clam
Le Remendado - Karl-Ernst Mercker
Moralès - Georg Völker
Zuninga – Ivan Rebroff
Orquestra Sinfônica de Berlin, Horst Stein, 1961
Carmen é uma ópera complicada pra caramba, eu creio que seu sucesso vem em parte pela sua tendência a concentrar o melhor e o pior em uma só ópera. Até hoje a partitura tem sofrido cortes (ou adições), tem aquela eterna discussão se é melhor canta-la com ou sem os recitativos... Muitos dizem que Carmen foi um fracasso na sua estréia,o que não é totalmente verdade, Carmen fez sucesso, mas as pessoas erradas... Acima de todas estas discussões sobre a obra temos sobre a construção das personagens, Carmen é uma Vagabunda ou uma mulher decente, só que livre? Onde é o limite de Prostituta e decente?
Poucas Cantoras conseguiram abordam com felicidade o papel de Carmen, Teresa Berganza talvez foi a que melhor compreendeu o sentido de “mulher livre”, e Victoria de Los Angeles faz milagres com a batuta de Beecham, Baltsa (que é mais feia que briga de foice) mostrou como seus graves podem ser sensuais e provocativos. Então por que Cargas D’àgua estou postando a Carmen (em alemão) da Christa Ludwig???
Podem me chamar de louco, mas Ludwig teve algo que a faz diferente de todas maravilhosas Carmen’s, eu não sei bem como explicar, mas sua voz consegue trazer uma sensualidade gostosa sem cair na idéia que o vozeirão lindo por si próprio já é bom (como Jessye Norman). A sua interpretação (em estpudio) cantada em Alemão consegue soar muito mais sexy do que muita Carmen em francês por aí. Ludwig faz Nuancias de “ppp” e “f” no I Ato que só são comparáveis a da Berganza. Quando os momentos dramáticos vem a tona (no III ato principalmente), Ludwig nos lembra que ela é uma wagneriana de primeiríssima linha com um trabalho dramático lindo.
O elenco em torno da Carmen da Ludwig é razoável,o belo Rudolf Schock faz um Don José com voz de Lohengrin (o que não dá muito errado não), talvez tenha uma ária da flor com uma abordagem tanto que pesado. A Soprano Melitta Muszely peca na afinação duvidosa, mas os belos momentos musicais de Micäella são bem interpretados, mesmo que não rola muita sintonia em sua voz Ligera e a voz de Schock. Hermann prey é um Escamillo forte, mas não tem nem 1/3 do vozeirão do Milnes ou Vam Dam no papel, mas sua aparição é tremenda, e prova que um cantor normalmente cômico dá um ótimo escamillo. È ainda estranho ver Ivan Rebroff em um papel minúsculo, mas é uma presença notória.
Uma Gravação de estúdio que perdeu toda a sua poética por ser cantada em alemão, um regente um tanto que meticuloso demais, e um elenco inusitado pode dar certo, quem duvida bixe agora (e depois comente...). Grande lance da EMI.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Bellini - Norma
